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sexta-feira, 20 de julho de 2012

"Nem mesmo a força do tempo irá destruir"

É porque não se faz uma amizade. Acontece. Você está parado no ponto de ônibus. Pergunta qual ônibus deve pegar. Sorri e agradece à resposta. Vocês pegam o mesmo ônibus. De repente, ele está na sua casa almoçando. Você passa o final de semana na casa de praia dele. É para sempre. Bons amigos vêm e vão. Verdadeiros amigos ficam. Nem que seja na troca de e-mails. Nos aniversários. Nas festas de fim de ano na praia. Um amigo de verdade nunca se vai de vez. Você abre o Facebook. Vê uma notificação. É aquele velho amigo perguntando como você está. Eles são como estrelas nas nossas vidas. Nem sempre aparecem. Mas estão sempre lá. Mesmo que você não esteja. Não desperdice amigos de verdade. E se você tem um amor e não tem um amigo, me desculpe. Você não tem nada. A amizade é o princípio básico de qualquer relação. O princípio, o meio e o final. Até que suas bengalas não os suportem mais. E para os mais acreditados, para além da eternidade.


Foto estranha, mas tem uma boa parte dos 
verdadeiros amigos que aconteceram na minha vida. 

domingo, 1 de julho de 2012

Caixa eletrônico. Como usar?

   Olhando essa foto abaixo, me lembrei de uma história que aconteceu com uma amiga. Vamos chamá-la de Cláudia e a amiga da Cláudia, chamaremos de Mariana.

   Cláudia era cliente de banco recente, não entendia muito bem como funcionava as burocracias. Ela e Mariana entram no banco:

Cláudia: Vou tirar um extrato. Posso tirar quantos eu quiser?
Mariana: Sim. Devem cobrar alguns centavinhos.
Cláudia mexendo em sua bolsa, pergunta à Mariana: Onde devo colocar as moedas?


   Não me lembro da história muito bem, mas foi mais ou menos isso. Com a sorte, a Cláudia não colocou suas ricas moedinhas no buraco do envelope, do cartão...Ainda bem que a Mariana estava lá.


sábado, 30 de junho de 2012

O código

   Eu imagino que uma pessoa que tenha um blog e o utilize realmente como um diário, não deve ter muitos segredos. Sei que posso estar errada. Vira e mexe conto histórias que me acontecem por aqui. Eu sei o que deve ser omitido ou ter algum detalhe alterado para resguardar os participantes (e até eu mesma). Tem pessoas que levam essa coisa de diário mais ao pé da letra. É bom pra desabafar.
   Imagina se alguém te liga dizendo que é aquele seu amigo de infância Bruno, que você não vê há muito tempo. Você não vai lembrar. Lógico que o "Bruno" vai refrescar sua memória com lembranças dos tempos remotos. Você vai ficar feliz. O "Bruno" lembrou de você e da sua amizade. Ele quer se encontrar com você. E você, claro, também está louco para colocar o assunto em dia. Falar de mulher, de futebol. Saber se ele está casado, tem filhos. Chega o dia do encontro. O Bruno não é exatamente quem você estava esperando e você descobre que caiu em uma armadilha. O "Bruno" nada mais é que um leitor assíduo do seu blog. Ele sabe que você é bem sucedido. Ele está prestes a te dar um golpe e tem todas as armas para isso.
    Viajei? Talvez. Eu lembro bem de uma época em que a "moda" era ligarem do presídio dizendo que sequestraram alguém da família e pedindo resgate. Conheço pessoas que perderam algumas coisas com isso. Então, a minha situação hipotética acima não é tãaao absurda assim, né?
   Fico pensando na segurança de nós blogueiros. Será que temos um código que realmente nos identifique e nos ajude a identificar as pessoas que são realmente próximas nossa? Ainda não tenho uma resposta para isso. Foi um devaneio que tive e resolvi compartilhar com vocês.


  

terça-feira, 26 de junho de 2012

A amizade nos dois sexos.

   Um triste, mas verdadeiro relato sobre a amizade feminina e masculina.

Amizade
Por Fubim
Nos idos de 1990 você cantou em falsete - que eu sei - a seguinte canção: “Amiiiiigo é coisa pra se guardaaar, no lado esquerdo do peeeeito”.

Terminado o coral com o sinal de gralha eletrônica que anunciou o recreio, você e o coleguinha ao lado saíram em disparada para mais uma tarde correndo atrás de bolas de futebol e o galho mais alto da árvore. Pronto. Estava instaurado o primeiro caso de amizade nessa vida que dava seus primeiros passos, muito possivelmente calçando ki-chute. Independente do tênis ou se você era menina e gostava de bonecas, uma coisa é certa: a tia da sua escola acertou em cheio ao fazê-lo cantar este belo verso do Milton Nascimento.

Que graça teria essa vida sem amigos? A testemunha ocular dos seus momentos, melhores ou não. O ombro ao lado que sai junto na foto e confirma histórias para contar de cerveja no copo ou neto no colo. Um cúmplice na cola do colégio e na indicação para um emprego. Definições são muitas, mas nada resume melhor o valor de uma amizade do que a seguinte epifania cinematográfica, do filme Na Natureza Selvagem:

“Happiness only real when shared”.

Chame de instinto, de carência, de uma evolução do infantil medo de escuro, mas é de nossa índole querer ter alguém para compartilhar experiências nessa vida que parece ser eterna enquanto dura. Ou você realmente acha que premiações “com acompanhante e tudo pago” estão a toa por aí? São provas concretas, estampadas em cupons de sorteio pelo mundo afora. Levar um amigo na aventura é uma exigência tão clara quanto querer que o carro venha com volante.

E assim como o jeito para se manobrar numa baliza, homens e mulheres levam suas amizades de maneiras diferentes. Ao descascar a cebola e separar as camadas entre os sexos, encontramos disparidades entre a turma “dos cara” e as “meninas” (fato: mesmo que tenha 78 anos bem vividos, uma mulher sempre irá se referir às suas amigas como as “meninas”).

É uma diferença que vem de fábrica, junto com os cromossomos e a opção de ou usar sutiã ou ficar entre rouco e estridente quando chega a puberdade. E como um exemplar da metade que viveu a fase da voz estranha e das Playboys escondidas na gaveta das camisas de time, compartilho em parágrafos a seguinte opinião.

O homem nasce, cresce, simula que se reproduz e acha que vê a morte no fundo de um vaso sanitário, depois de um exagero de destilados em alguma festa open bar. E em todo esse processo, lá está ele, o seu amigo. O parceiro. (o termo “brother” veio mais tarde, com a chegada dos surfistas de final de semana aos círculos de amizade). O cara que te acompanhou na festa, conversou com a amiga exclusivamente “gente boa” para lhe dar tempo de tentar algo com o seu bem-querer. E por fim, lhe consolou sugerindo afogar as mágoas, fechando o ciclo ao te apresentar para a privada mais próxima.

Para o homem a amizade é uma instituição tão sagrada quanto a turma que ele almoça junto de domingo. E se o domingo tem data, o resto da semana tem outra: a cerveja com os amigos. Tão obrigatória quanto depilação íntima e felizmente muito menos dolorosa – coisa que somos mais meninas que muita mulher para suportar.

A mesa do bar é um divã de plástico amarelo. Fala-se sobre tudo, peitos são abertos entre rodadas e rodadas do gelado liquido dourado. As chances de aumento, os colegas de trabalho que pegariam com toda certeza do mundo. As atualidades do mundo, quem posou pelada – e se vale conferir. E por fim, as notícias do futebol, boêmia adentro.

Mulheres também se reúnem, claro. Armam happy hours e “girls night out” com sessões de roupa e maquiagem na casa de uma, sujando coqueleteiras e liquidificadores com mojitos e batidas perigosamente saborosas. Mas não com tanta frequência e, principalmente, não atribuindo tanto valor ao encontro quanto o homem.

E é aí que – penso eu – mora a principal diferença entre as amizades. Que fique bem claro: mulheres também tem suas irmãs, suas melhores amigas e parceiras de guerra. Mas não constroem o mesmo altar da amizade que os homens, com um São Beto ou um São Pedrão para ser devoto.

Um melhor amigo para o homem beira um estranho homossexualismo enrustido. Com tapas na bunda, socos no ombro e xingamentos à mãe entre um único aperto de mão. Chegam a declarar saudades. A darem bronca. Vivem um verdadeiro romance entre brothers – o chamado “bromance” definido no ótimo Eu Te Amo, Cara.

São sagrados. Condição que se estende às suas namoradas e senhoras. É fato: a namorada de um grande amigo desenvolve um pênis no momento que ele declara que por ela penduraria suas long necks. O amigo pode achar gostosa, atraente, chega a compartilhar essa informação. Mas a traição desse valioso pacto é uma atitude mais mal-vista que encoxar a mãe na fila da hóstia.

Está escrito na página 12 do “Manual do Melhor Amigo”: o homem que pegar a namorada do outro vestirá para a turma toda a mini saia rosa da hostilidade.

Outra ressalva: mulheres também respeitam o namorado alheio. Mas pela ausência do referido Altar Masculino à Amizade, são mais dispostas a esquecer essa condição quando o coração manda ou a carne estremece. O grande Chris Rock exemplificou isso muito bem com duas citações:

- “Puxa a namorada do meu amigo é sensacional. Bonita, gente fina... Quero achar alguém que nem ela!”
- “Nossa... O namorado da minha amiga é sensacional. Bonitão, gente fina... Quero ELE!”

Talvez seja a competitividade feminina, o fato de vestirem-se para outras mais que para agradar outros. Ou a ausência do assunto “futebol” para quebrar gelos e transpor barreiras entre o nome e o apelido. Mas mulheres primeiro se encaram como rivais, para depois tornarem-se colegas, e possivelmente, amigas.

Para um homem, do plantio à colheita a amizade parece ser mais fácil de dar algum fruto. Preferencialmente cítrico e verde, para ser cortado na tábua ao lado da churrasqueira.

O fato é que para saborear os doces e amargos desse doido drink chamado vida, a amizade tem sem dúvida a mesma importância que o amor. Por isso, homem ou mulher, o segredo é ter sempre borboletas no estômago e nos ouvidos, alguma música que goste.

Se não for aquela do Milton Nascimento, que seja outra. Algo como:

“I get by with a little help from my friends
I’m gonna try with a little help from my friends...”


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Shots

   Shots de bebidas em tubos de ensaio. Meus amigos iam, literalmente, enlouquecer com essa ideia. rs

Uma idéia diferente para o bar ! Shots em tubos! Rápido, prático, perigoooso!! hoho





Fonte: Chá no Jardim