Mostrando postagens com marcador samba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador samba. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Lembranças de um samba

Então, eu coloquei um trechinho desse hino no Face e, ao colocar, me lembrei de uma noite dessas, quando a saideira começou às cinco horas da manhã, e num botequim qualquer, rolou aquele samba na caixinha de fósforo e no que eu disse "Vamos cantar samba-enredo", o vizinho de mesa já começou "Valeu, Zumbi..." Fiquei pensando que tem sambas que são tão bons que nem parecem que nasceram de um simples enredo carnavalesco.

E as lembranças são mesmo coisas tão boas que depois de ter atualizado o status no Facebook, algumas colegas de escola se manifestaram lembrando de momentos daquela época.

A saudade é uma dor da lembrança, de uma lembrança que não dói porque passou, mas dói porque não volta mais.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Nem melhor, nem pior.

Se uma pessoa torce muito para que sua Escola de Samba some vitórias, como essa pessoa fica qando sabe que essa mesma Escola será homenageada? E como ela fica quando essa homenagem virá de uma Escola também muito importante na sua vida, uma agremiação da sua terra, que o puxador antes de cantar o samba fala o nome da sua cidade? Como essa pessoa fica, hein? Acho que vocês não conseguem imaginar como eu fiquei, quando soube disso essa semana. Minha vontade foi de voltar no tempo, voltar ao primeiro dia de disputa de samba da Viradouro para ver não só a Escola de Niterói cantar o meu Salgueiro (♥), mas para ver a própria Escola da Tijuca desfilando na quadra do Barreto. É difícil ter uma paixão e ter que depender de diversos fatores para viver essas emoções. Nesse caso, eu só precisava de uma máquina do tempo e nada mais. Muitas vezes, o que falta é o dinheiro, a disposição, o espaço na agenda. A gente convive com isso e fica grudado na telinha do monitor procurando por cada  noticiazinha nos SRZD's da vida.

Deixando pra lá esse blablablá, vejam se eu não tenho razão para achar que o enrendo 2013 da Viradouro é lindo de morrer: "Nem melhor nem pior, que não sai da minha mente... Inspiração para o meu samba, eu também sou diferente". 

Alguns trechinhos da sinopse:

Por isso eu vim cantar noutro terreiro 
Pra falar bem do Salgueiro 
Em respeito a tradição

Nós também nascemos no morro, origem de bamba, onde o samba é pé no chão. Teu morro, nosso morro. De lá vem nossa inspiração, “vem a melodia para dizer tudo que sinto no coração". 
Falar do Salgueiro diferente é falar de revolução. Revolução no samba, revolução salgueirense. A busca por carnavais diferenciados foi o caminho para a vitória. Impressionar com enredos inovadores, fazer bailar o imaginário da passarela. Surpreender! Afinal, tem que se tirar da cabeça aquilo que não se tem no bolso...
  
O-lê-lê, ô-lá-lá,
Pega no ganzê
Pega no ganzá!

Salve o Rio de Janeiro,
Seu carnaval, seu quatrocentão,
Feliz abraço do Salgueiro
À cidade de São Sebastião.

Sempre diferente.
Como gosta de falar do Rio de Janeiro! Tantas merecidas homenagens ao berço do samba.
Carnaval sobre carnavais; dos bailes aos blocos pela Praça Onze... Saudade que aperta no peito; saudade daquela colombina, arrastada pelas nuvens de confete.
Mascarados e bate-bolas; mais um folião nos bondes da cidade.
Assim cantou a Academia: sonhos decorados com serpentinas, o sonho multicor da fantasia. Essa é a cara do Rio. Essa é a cara do Salgueiro, carioca da gema.

Receba, Academia do Samba, com carinho a homenagem, porque lá no Salgueiro também está um pedaço do nosso coração vermelho e branco - na verdade, é onde está um pedaço do coração de todo sambista. 

Vamos torcer, pois o samba do amigo do meu namorado é lindo. Depois da próxima eliminatória, eu posto ele aqui.



sábado, 1 de setembro de 2012

O leilão do enredo




A última coisa que esse blog tem a intenção de ser é de cunho político ou partidário, mas tenho que dizer que, embora eu não more na cidade do Rio de Janeiro, eu admiro muito o candidato a prefeito Marcelo Freixo. Tudo o que acho dele, não cabe a mim escrever aqui, talvez em uma outra oportunidade. O que venho relatar aqui é sobre um programa de governo dele  que anda causando muita polêmica, principalmente, lá na comunidade do Salgueiro (♥). 

Nem preciso dizer o que representa essa agremiação para mim pois, quem acompanha o blog ou a fanpage,  já sabe. O que tem me deixado muito triste é a banalização do MAIOR SHOW DA TERRA. Esse ano, o Salgueiro vem com o enredo de Fama, que eu até achei legal, mas para a minha tristeza, o enredo não foi aleatório, o Salgueiro recebeu o singelo patrocínio de uma revistinha chamada Caras. Tá bom para vocês? Vocês lembram o que a Danone fez com a nossa Porto da Pedra esse ano, né? E se não bastasse, a São Clemente vem com o enredo nada direcionado intitulado Horário Nobre e, quem tem o horário nobre mais caro da TV aberta e teria interesse em pagar por um enredo desses? Claro, Rede Globo. Estou falando dessas porque são as que simpatizo, mas esse ano, a maioria tem enredo patrocinado. E é aí que o Freixo entra, ele tem um programa de governo que pretende subsidiar apenas escolas que tenham enredos culturais, afinal, é justo uma escola grande que já recebe dinheiro de empresas receber ainda dinheiro público sem, ao menos, homenagear suas raízes? 

Não vejo propósito em a prefeitura ajudar o Carnaval de uma comunidade sem o devido retorno. Tirando as fantasias destinadas aos moradores locais, nada na escola de samba é de graça ou, pelo menos, barato. As fantasias de alas comercias chegam a custar mais de mil reais, a cerveja custa 4 reais, a entrada 15 reais, no barato (pagamos, semana passada, 20 reais na São Clemente e ainda quase levamos uma volta numa “promoção” de cerveja). Assistir ao desfile na Sapucaí é ter fé e acreditar que o Guanabara sorteia 5.000 ingressos ou gastar um dinheirão para ficar num lugar razoável. 

Diferente dos outros “shows da terra”, o Carnaval é um show feito pelo povo, pago pelo povo, mas limitado a uma minoria do povo. E, agora, como se não pudesse piorar, o povo está pagando caro para não ver mais a sua festa bonita, que fala da sua história, da sua raiz. Agora, o Carnaval fala de quem paga mais. E assim, o meu coração salgueirense entristece. 


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Batucada boa e cerveja gelada

Eu não abandonei o blog e, devo confessar, que morro de medo que isso aconteça. Preparei alguns posts, mas não consegui logar ontem. Não pensem que o os posts alternados deixaram de existir, continuarei seguindo a mesma rotina. Foi um pequeno problema que, antes de dar sequência as postagens, achei melhor me desculpar. 
Aproveitei essa sexta-feira de céu azul e noite quente inspiradora para animar a noite de vocês com um pouquinho da minha noite. Hoje é dia de samba e cervejinha gelada. Quero mais o quê?


Aproveiteo para incentivar vocês a irem a disputa de samba das escolas do Rio. É mágico! Vale a pena, principalmente, se tiver para quem torcer. Nós temos dois sambas promissores para torcer no Salgueiro (♥). Em breve, colocarei a letra deles.Estou muito confiante! Mas, em homenagem ao namorado vou postar o samba desse ano da Mocidade Alegre de São Paulo, que ele está apaixonadíssimo. Escuta diversas vezes por dia e me fez ter vontade de ouvir também e, tive que concordar, é muito lindo! Tem umas partes que são um sambinha muito gostoso, vale a pena conferir. Música e letra para, quem quiser, tomar prova. 

Samba-enredo Mocidade Alegre Carnaval 2012

Autores do Samba: Fernando, Leandro Poeta, Renato Guerra, Rodrigo Minuetto, Thiago e Vitor Gabriel
Intérprete Oficial: Clovis Pê
Time de Canto: Alex, Clayton Reis, Igor Sorriso, Kiko e Vadinho
Time de Cordas: João Cardim, Liliane do Cavaco, Marcelo Lombardo, Victor Alves e Wagner do Cavaco
Direção Musical: Marcelo Lombardo

O rufar do tambor vai ecoar                                                                                       
Tenho sangue guerreiro, sou Mocidade!              
A luz de Ifá vai me guiar
Ojuobá espalha axé, felicidade! 

Kaô kabecile
Kaô, meu Pai Xangô!
Ouça o clamor de Ojuobá
É fogo! É trovão! É justiça!
E assim, cruzando o mar de Yemanjá
Aponta o seu oxé a nos guiar
Raiou o sol da liberdade a quebrar correntes
E nessa terra o negro vence
Com a proteção do rei de Oyó
Contra o preconceito ao seu povo
Conduz a mão que escreve um mundo novo
No Pelô... Salve a Bahia de São Salvador
Eu vou à capoeira, meu amor                                                                                     
Morada dos milagres, devoção e fé
Um grito de igualdade... Axé!

É magia...
Na mistura de raças surgiu
A pele morena, linda é a cor do Brasil
Na crença, um traço cultural
E pelas ruas o povo a cantar
É arte popular que faz emocionar, o Afoxé a embalar
No Ylê a sua luz brilhou
A mão de Mãe Senhora o consagrou
Eternizado, é coroado Obá de Xangô
Jorge... Orgulho da nação
Amado... Em cada coração
Feliz, o povo canta em oração!


http://www.youtube.com/watch?v=vi5YDZH2RaI

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Do Samba por Opção

por Rafaella Brito

Eu não sou cria do samba. Sou do samba por opção.
 Por esporte, por lazer, por profissão, por saber, por paixão.
Eu ando a pé e vejo em todo lugar amor.
Só lá na Tijuca encontrei sabor.
Eu acho que é Andaraí.
 E daí?
O branco é a minha paz
O vermelho me satisfaz
O som da Furiosa é muito mais
Um sambista disse sabiamente
O samba mata a tristeza da gente
E lá na minha quadra,
Não tem ingresso pra quem não sorri.
Tijuca ou Andaraí
Eu sou do samba
Do vermelho, do branco...
Do samba por opção
Mas, com toda a minha razão
Eu sou Salgueiro,
Eterna paixão.  


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Porque poeta bom é poeta vivo.

   Sempre prestigiada por bons poetas, trago mais uma obra-prima de Thiago Braz.

Filho do batuque
Por Thiago Braz

Eu sou samba da cabeça aos pés
Adornado pelo perfume do sorriso de meus amigos
Cada célula de meu corpo tem a alegria de um bom batuque
E a harmonia de uma grande melodia

A minha alma é moldada à imagem e semelhança da fé
no amor e no próximo
Meus pensamentos são alimentados de esperança
Meu corpo é feito do sabor da paixão e temperado com ousadia
Meu ar é a amizade
Meu sol é a sabedoria
A confiança, minha estrela-guia
Meu fim?!
Ah, meu fim é o mar infinito!




sexta-feira, 1 de junho de 2012

Entre que a casa é sua.

   Depois do texto da Luísa Duarte, que fez o maior sucesso, resolvi abrir para outros amigos publicarem também. Afinal, a ideia aqui é a democracia. Pedi ao meu amigo da faculdade, Thiago, para fazer um texto para mim. Ele perguntou o tema e eu disse: QUALQUER UM. Ele ainda me mandou sobre um tema que tem tudo a ver com o blog: samba. Quer virar colunista quinzenal, né?
   Então, fica a dica.Quem quiser falar mal da sogra, esculhambar o chefe, xingar o amigo ou reclamar do governo, o espaço está aberto. Só não podem falar mal de mim. rsrsrsrs
   Chega de papo furado!

Samba meu
por Thiago Braz

Sou cria do samba
De sangue de bamba
Perfil de bacana
De gente malandra

Meu berço foi o terreiro
Com swing o dia inteiro
Meu brinquedo era o pandeiro
Precioso amuleto!

Introjetado na veia
O batuque, a cadência
Mas jamais a ausência
De uma arte faceira

Sambo sob o raiar do dia
Ou após o cair da noite
Pois o dormir da bateria
Faz do silêncio um açoite

Continuarei a sambar
Impossível parar
E se o corpo arredar
Sambarei mais um pouco pra descansar

Ta no pé, ta na mão
Da boca uma anunciação
A eternidade é uma afirmação
Traduzida no batuque do coração