Na minha opinião, o melhor samba enredo 2013. E essa gravação, então, é sensacional!
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domingo, 11 de novembro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Dia de pouco, véspera de muito.
Nada pode ser mais poético do que uma véspera de feriado. Você acordou cedo para ir trabalhar, na certeza que esse seria um dia longo. Nada que tenha que ser feito hoje, não poderá ser deixado para o próximo dia útil ( ou não, só vamos saber quando o próximo dia útil chegar). O feriado é o dia de folga dos bons homens, um dia normal, mas só na véspera de feriado que eu vejo o verdadeiro Carnaval. Afinal, que dia é mais importante? A sexta ou a terça-feira da festa da carne? É hoje, é hoje que todo mundo bota o bloco na rua, assim que a caneta cai. Há quem diga que vai direto para a casa para descansar, mas ao cruzar o primeiro bar, a véspera de feriado toma conta da gente e, ao pedir só umazinha, é como se tivéssemos numa máquina do tempo, dá 6h da manhã, enquanto ainda estamos na primeira ou segunda gelada. Pois, é, queria que os deuses do homem trabalhador ouvissem minhas preces e a hora passasse no bar, tão rápido quanto passa no trabalho. Mas deixa pra lá, hoje é véspera de feriado e nada vai me abalar.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Nem melhor, nem pior.
Se uma pessoa torce muito para que sua Escola de Samba some vitórias, como essa pessoa fica qando sabe que essa mesma Escola será homenageada? E como ela fica quando essa homenagem virá de uma Escola também muito importante na sua vida, uma agremiação da sua terra, que o puxador antes de cantar o samba fala o nome da sua cidade? Como essa pessoa fica, hein? Acho que vocês não conseguem imaginar como eu fiquei, quando soube disso essa semana. Minha vontade foi de voltar no tempo, voltar ao primeiro dia de disputa de samba da Viradouro para ver não só a Escola de Niterói cantar o meu Salgueiro (♥), mas para ver a própria Escola da Tijuca desfilando na quadra do Barreto. É difícil ter uma paixão e ter que depender de diversos fatores para viver essas emoções. Nesse caso, eu só precisava de uma máquina do tempo e nada mais. Muitas vezes, o que falta é o dinheiro, a disposição, o espaço na agenda. A gente convive com isso e fica grudado na telinha do monitor procurando por cada noticiazinha nos SRZD's da vida.
Alguns trechinhos da sinopse:
Por isso eu vim cantar noutro terreiro
Pra falar bem do Salgueiro
Em respeito a tradição
Nós também nascemos no morro, origem de bamba,
onde o samba é pé no chão. Teu morro, nosso morro. De lá vem nossa
inspiração, “vem a melodia para dizer tudo que sinto no coração".
Falar do Salgueiro diferente é falar de revolução.
Revolução no samba, revolução salgueirense. A busca por carnavais
diferenciados foi o caminho para a vitória. Impressionar com enredos
inovadores, fazer bailar o imaginário da passarela. Surpreender! Afinal,
tem que se tirar da cabeça aquilo que não se tem no bolso...
O-lê-lê, ô-lá-lá,
Pega no ganzê
Pega no ganzá!
Pega no ganzê
Pega no ganzá!
Salve o Rio de Janeiro,
Seu carnaval, seu quatrocentão,
Feliz abraço do Salgueiro
À cidade de São Sebastião.
Seu carnaval, seu quatrocentão,
Feliz abraço do Salgueiro
À cidade de São Sebastião.
Sempre diferente.
Como gosta de falar do Rio de Janeiro! Tantas merecidas homenagens ao berço do samba.
Carnaval sobre carnavais; dos bailes aos blocos
pela Praça Onze... Saudade que aperta no peito; saudade daquela
colombina, arrastada pelas nuvens de confete.
Mascarados e bate-bolas; mais um folião nos bondes da cidade.
Assim cantou a Academia: sonhos decorados com
serpentinas, o sonho multicor da fantasia. Essa é a cara do Rio. Essa é a
cara do Salgueiro, carioca da gema.
Receba, Academia do Samba, com carinho a
homenagem, porque lá no Salgueiro também está um pedaço do nosso coração
vermelho e branco - na verdade, é onde está um pedaço do coração de
todo sambista.
Vamos torcer, pois o samba do amigo do meu namorado é lindo. Depois da próxima eliminatória, eu posto ele aqui.
sábado, 1 de setembro de 2012
O leilão do enredo
A última
coisa que esse blog tem a intenção de ser é de cunho político ou partidário,
mas tenho que dizer que, embora eu não more na cidade do Rio de Janeiro, eu
admiro muito o candidato a prefeito Marcelo Freixo. Tudo o que acho dele, não
cabe a mim escrever aqui, talvez em uma outra oportunidade. O que venho relatar
aqui é sobre um programa de governo dele que anda causando muita polêmica,
principalmente, lá na comunidade do Salgueiro (♥).
Nem preciso dizer o que representa essa
agremiação para mim pois, quem acompanha o blog ou a fanpage, já sabe. O que tem me deixado muito triste é a
banalização do MAIOR SHOW DA TERRA. Esse ano, o Salgueiro vem com o enredo de
Fama, que eu até achei legal, mas para a minha tristeza, o enredo não foi
aleatório, o Salgueiro recebeu o singelo patrocínio de uma revistinha chamada Caras.
Tá bom para vocês? Vocês lembram o que a Danone fez com a nossa Porto da Pedra
esse ano, né? E se não bastasse, a São Clemente vem com o enredo nada
direcionado intitulado Horário Nobre e, quem tem o horário nobre mais caro da
TV aberta e teria interesse em pagar por um enredo desses? Claro, Rede Globo.
Estou falando dessas porque são as que simpatizo, mas esse ano, a maioria tem
enredo patrocinado. E é aí que o Freixo entra, ele tem um programa de governo
que pretende subsidiar apenas escolas que tenham enredos culturais, afinal, é
justo uma escola grande que já recebe dinheiro de empresas receber ainda dinheiro
público sem, ao menos, homenagear suas raízes?
Não vejo propósito em a prefeitura ajudar
o Carnaval de uma comunidade sem o devido retorno. Tirando as fantasias destinadas
aos moradores locais, nada na escola de samba é de graça ou, pelo menos,
barato. As fantasias de alas comercias chegam a custar mais de mil reais, a
cerveja custa 4 reais, a entrada 15 reais, no barato (pagamos, semana passada, 20
reais na São Clemente e ainda quase levamos uma volta numa “promoção” de
cerveja). Assistir ao desfile na Sapucaí é ter fé e acreditar que o Guanabara sorteia
5.000 ingressos ou gastar um dinheirão para ficar num lugar razoável.
Diferente dos
outros “shows da terra”, o Carnaval é um show feito pelo povo, pago pelo povo,
mas limitado a uma minoria do povo. E, agora, como se não pudesse piorar, o
povo está pagando caro para não ver mais a sua festa bonita, que fala da sua
história, da sua raiz. Agora, o Carnaval fala de quem paga mais. E assim, o meu
coração salgueirense entristece.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Do Samba por Opção
por Rafaella Brito
Por esporte, por
lazer, por profissão, por saber, por paixão.
Eu ando a pé e vejo em todo lugar amor.
Só lá na Tijuca encontrei sabor.
Eu acho que é Andaraí.
E daí?
O branco é a minha paz
O vermelho me satisfaz
O som da Furiosa é muito mais
Um sambista disse sabiamente
O samba mata a tristeza da gente
E lá na minha quadra,
Não tem ingresso pra quem não sorri.
Tijuca ou Andaraí
Eu sou do samba
Do vermelho, do branco...
Do samba por opção
Mas, com toda a minha razão
Eu sou Salgueiro,
Eterna paixão.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Explode coração ♪
Nunca falei aqui sobre como começou meu amor pelo Salgueiro, aliás, poucas pessoas devem saber, por isso, hoje vou contar:
Como a maioria sabe, moro em São Gonçalo, zona metropolitana do estado do Rio de Janeiro. Temos duas escolas de samba: Porto da Pedra (também bairro da cidade) e Viradouro que embora a quadra seja em Niterói, ela é no Barreto, bairro que divide São Gonçalo e Niterói e, ACHO que, por causa da proximidade e por a Viradouro ser uma escola relativamente maior do que a Porto da Pedra, ela consiga atingir foliões das duas cidades. As duas, atualmente, estão no Grupo de Acesso, a Viradouro, estranhamente, desde 2011 e a Porto da Pedra, infelizmente, caiu esse ano. Portanto, a minha história no samba, e mais precisamente no Salgueiro, não começou por isso.
Aqui na minha cidade, as agremiações são vistas como algo mais social do que pessoal. As pessoas até frequentam escolas de samba, mas só quem já é do ramo, leva o Carnaval mais a sério. Por aqui, a coisa não é tão elitizada como nos bairros da cidade do Rio. Então, o samba sempre foi pra mim algo mais para reforçar as interações. Na época de ensaios, a Porto da Pedra desfila na rua todos os domingos, e os amigos sempre vão. É certo ir e encontrar com alguém lá, e é isso que eu fazia quando não combinava com a galera antes.
Comecei a namorar o Rodrigo, morador da Zona Norte do Rio, pagodeiro (eu já destestei pagode) e ex-compositor de samba. Ele disputou uns 2 anos (ou mais, não sei ao certo) samba na São Clemente. Não ganhou, mas tinha aquilo na sua veia, ele não poderia negar. Com o namoro, percebi o quanto no Rio as pessoas são mais ligadas a essa coisa toda de Carnaval. Quem não participa ativamente, frequenta quadra nos ensaios ou em dias de shows.
No início do namoro, o Rodrigo sempre me convidava para ir a disputa de samba do Salgueiro, que um amigo dele estava concorrendo, mas eu sempre resistia, ficava imaginava que saco seria passar a noite inteira ouvindo músicas que eu não conhecia e nem sabia quem eram os compositores ou cantores. Até que ele foi me convencendo, um pouco porque tinha grupo de pagode antes e um pouco também porque eu entendi que aquele concurso era muito importante pro amigo dele e consequentemente, pra ele também. Fui. O pagode rolou e foi ótimo, depois subiu no palco o puxador cantando vários sambas antigos. Me acabei, né? Quando começou a disputa, que era a parte chata e havíamos combinado de ir logo depois que o amigo se apresentasse, recebemos as letras e tentamos acompanhar. Eu não queria mais parar de cantar. Na vez do tal amigo, ganhamos bandeiras e fomos lá pro meio, me enrolei um pouco no samba mas logo aprendi. Ameeeeei! Não queria mais sair.
Voltamos lá mais alguma vezes, inclusive na semifinal, onde o sambo do amigo do Rodrigo caiu. Fiquei até triste (rs). Depois, fomos à final e com o samba já escolhido, voltamos com os amigos de São Gonçalo. Fiquei tão animada nesse dia que resolvi colocar o samba bem alto para ouvir, mas para a graça de todos, eu gostei tanto do samba do amigo do Rodrigo, que ao invés de colocar o samba escolhido, coloquei o dele. Namorado nem riu né? Eu não conseguia parar de pensar na outra letra, mas quando coloquei meus pés na quadra, essa confusão toda acabou e eu já tinha a música esolhida na ponta da língua. A galera de São Gonçalo também amou.
Aqui na minha cidade, as agremiações são vistas como algo mais social do que pessoal. As pessoas até frequentam escolas de samba, mas só quem já é do ramo, leva o Carnaval mais a sério. Por aqui, a coisa não é tão elitizada como nos bairros da cidade do Rio. Então, o samba sempre foi pra mim algo mais para reforçar as interações. Na época de ensaios, a Porto da Pedra desfila na rua todos os domingos, e os amigos sempre vão. É certo ir e encontrar com alguém lá, e é isso que eu fazia quando não combinava com a galera antes.
Comecei a namorar o Rodrigo, morador da Zona Norte do Rio, pagodeiro (eu já destestei pagode) e ex-compositor de samba. Ele disputou uns 2 anos (ou mais, não sei ao certo) samba na São Clemente. Não ganhou, mas tinha aquilo na sua veia, ele não poderia negar. Com o namoro, percebi o quanto no Rio as pessoas são mais ligadas a essa coisa toda de Carnaval. Quem não participa ativamente, frequenta quadra nos ensaios ou em dias de shows.
No início do namoro, o Rodrigo sempre me convidava para ir a disputa de samba do Salgueiro, que um amigo dele estava concorrendo, mas eu sempre resistia, ficava imaginava que saco seria passar a noite inteira ouvindo músicas que eu não conhecia e nem sabia quem eram os compositores ou cantores. Até que ele foi me convencendo, um pouco porque tinha grupo de pagode antes e um pouco também porque eu entendi que aquele concurso era muito importante pro amigo dele e consequentemente, pra ele também. Fui. O pagode rolou e foi ótimo, depois subiu no palco o puxador cantando vários sambas antigos. Me acabei, né? Quando começou a disputa, que era a parte chata e havíamos combinado de ir logo depois que o amigo se apresentasse, recebemos as letras e tentamos acompanhar. Eu não queria mais parar de cantar. Na vez do tal amigo, ganhamos bandeiras e fomos lá pro meio, me enrolei um pouco no samba mas logo aprendi. Ameeeeei! Não queria mais sair.
Voltamos lá mais alguma vezes, inclusive na semifinal, onde o sambo do amigo do Rodrigo caiu. Fiquei até triste (rs). Depois, fomos à final e com o samba já escolhido, voltamos com os amigos de São Gonçalo. Fiquei tão animada nesse dia que resolvi colocar o samba bem alto para ouvir, mas para a graça de todos, eu gostei tanto do samba do amigo do Rodrigo, que ao invés de colocar o samba escolhido, coloquei o dele. Namorado nem riu né? Eu não conseguia parar de pensar na outra letra, mas quando coloquei meus pés na quadra, essa confusão toda acabou e eu já tinha a música esolhida na ponta da língua. A galera de São Gonçalo também amou.
Enfim, hoje sou Salgueirense desde criancinha (rs), louca para desfilar, para entrar na escolinha da bateria, uma Salgueirense com S maiúsculo mesmo, com tudo que tem direito. Espero conseguir conciliar minha faculdade com a escolinha e ano que vem estar lá, eu e Viviane Araújo lindas!
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