Mostrando postagens com marcador fé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fé. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de outubro de 2012

Sobre ter fé...



Depois dos últimos acontecimentos, seria conveniente que eu viesse escrever sobre perdas, talvez até sobre derrotas e vitórias, mas eu achei pertinente falar sobre FÉ. Não uma fé que discute essa ou aquela religião, não uma fé que adora um ou alguns deuses, eu venho falar da fé que tira o homem da cama às cinco horas da manhã, de uma fé que faz a mãe deixar os filhos com desconhecidos e pegar um ônibus lotado. É uma fé que paga o leite do café da manhã, que almeja um automóvel com ar condicionado, que sonha com uma apartamento de dois quartos. É a fé de uma Nação que não se cansa. É a fé do brasileiro, que apesar de menosprezada, muitas vezes, é, para mim, a prova de que sem fé não se consegue nada. E, como prova viva disso, eu tenho a minha fé.

Conquistar um dia de cada vez, não é fácil, é preciso disciplina, foco e superação. É preciso passar por cima das humilhações, é preciso engolir que você não faz nada no trabalho, é preciso não temer a maldade alheia. E é por conta da minha coragem, da minha determinação, da minha disciplina e, principalmente, da minha FÉ, que eu não me canso. Com paciência e sabedoria, um dia após o outro. Os sonhos continuarão ali na caixinha, sempre preparados para serem reais. O meu espelho quer me ver sorrindo todos os dias. Toda adversidade tem uma felicidade, não importa o quão ruim ela seja. Afinal, ninguém disse que seria fácil. 


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sobre como ter 24 anos.

   Os anos se passaram. E eu só percebo que estou ficando velha porque os meus afilhados estão enormes, cheios de vocabulário e de atitudes inusitadas. Eles cresceram.
   Não casei. Não tive filhos. Não fui morar em outro país. Não me formei. Não saí da casa dos meus pais. Não passei em um concurso. Não encontrei um emprego estável. Vivi só para ser feliz. E tenho sido.
   Encontrei um amor para a vida toda. Na minha terra, a vida toda dura até a morte e não até o próximo bonitão que aparecer. E se não tiver a duração do intervalo entre o 0 e o infinito, eu não sei. Não sei mais o que pensar sobre o amor e essas outras coisinhas. Não sei e não sei se quero saber.
   Reconheci coisas que gosto de fazer. E tenho feito. Arte em papel. Enfeitinhos para festas. Ler e escrever em blogs. Dançar e cantar com a música da novela das 21h.
   Saudades eu tenho. Dos meus alunos da rede pública. Do meu padrinho. Do meu primo. Tenho saudades das brincadeiras idiotas que eu e os amigos do prédio inventavam.  Saudades dos amigos do prédio. Saudades da Irmã Josefa e daquele colégio de freira onde estudei praticamente a vida toda. Saudades de quando a minha mãe ainda ficava me esperando acordada.Saudades do mingau da vovó Sueli, que ela nunca fez pra mim, mas eu aproveitava quando ela fazia pro neto legítimo e eu ganhava um prato. E só pra constar: eu nunca fui tratada como neta "bastarda", só o mingau que era prioridade pro Gabriel, o que é justo, já que ele tinha 4 anos e eu 11.
   Vontade de viajar o mundo. De ganhar na Mega. De virar consultora de festa. De aprender a tocar tamborim. De entrar para a bateria do Salgueiro. De desfilar na Sapucaí em 2013. Vontade dá e passa? Não. Não passa. Talvez mude. Vire vontade de voar de asa delta. De correr numa maratona. De virar budista.
   Com o mundo do lado ao contrário, ainda acredito nas pessoas. Naquelas que fazem sem deixar pra depois. Acredito em fé. Mentalize uma coisa. Uma caixa de fósforos, talvez. Tenha fé nela. As coisas vão acontecer.
   São 24 anos. 8766 dias de histórias para contar. Algumas botas de gesso. Um queixo cicatrizado. Roxos que aparecem e somem. Algumas bebedeiras. Muitos amigos. Algumas viagens. Muitas lições. Alguns sonhos e toda fé que 159 centímetros pode suportar. Algumas realizações e todo o amor que houver nessa vida.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Santo casamenteiro

      Já que hoje é dia dele, custa nada fazer uma fezinha né?


Grande amigo Santo Antônio, 
tu que és o protetor dos namorados, 
olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. 
Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, 
as desilusões, os desencantos. 
Faze que eu seja realista, confiante, digno(a) e alegre. 
Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois 
com a vocação sagrada para formar uma família. 
Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. 
Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, 
a comunhão de vida e o crescimento na fé.
Assim seja.
 
 

 
                                                                                                                                                                                                                  Coisa linda que ganhei em um casamento que fui.Ganhei porque mereci. Peguei o buquê.




                











































Fonte da oração: Com Amor








quinta-feira, 17 de maio de 2012

Destino ou acaso?

   Todos os dias, na hora do almoço, fico procurando algum filme fácil de entender, porque nesse horário fico com preguiça de pensar (rsrsrsrs), quero só relaxar. A programação entre 12h e 14h é sempre ruim e eu acabo colocando num filme qualquer (para não ter que ver as bobeiras do Globoesporte) e até coloco dublado para não ter trabalho nenhum mesmo, mas, geralmente, nem presto atenção.
   Hoje, seguindo o ritual, zapiei em busca de um filme interessante até que encontrei um brasileiro: AS Mães de Chico Xavier. Estava na medida pra mim, um filme que eu nunca tinha visto e com áudio original em Português.
   Alguma coisa no filme me chamou a atenção e, dessa vez, comecei a dar mais importância pra ele numa cena que, quando me dei conta, estava chorando.Vou tentar descrever mais ou menos o diálogo que me fez parar pra pensar em muitas coisas na minha vida:

   Uma mãe havia perdido um filho que, pelo que entendi (não peguei o filme no início), estava andando de bicicleta com a babá. Essa mãe vai ao encontro de Chico Xavier, que a faz uma pergunta:

Chico: Já agradeceu a sua babá?
Mãe: Não, Chico. Eu já a perdoei de coração, mas agradecer, não.
Chico: Então, peça, minha filha. O destino do seu filho era morrer, essa mulher só o ajudou a fazer a passagem.
A mãe fica confusa e Chico segue: Você gostaria que fosse com você? Imagina a culpa que você sentiria se ele caísse do seu colo? (...)

   Foi então que me deu um estalo: Será que estamos preparados para o que nos reserva o destino? Ou será que estamos sempre tentando driblá-lo? Por que será que o destino não poupou também a atriz Cristiane Torloni? (Lembram do acidente dela com o filho?)   
   Como eu acredito na veracidade dessas histórias de Chico Xavier, fico pensando em como não se sentia essa mãe. Com o andamento do filme, que já estava no final, pude perceber que com o tombo da criança, a família descobriu uma doença que o menino já tinha e como já havia dito o médium, ele estava predestinado a morrer. Como fazer uma mãe entender isso? Só tendo mesmo muita fé, e o filme mostra isso, através da fé, as mães se encontram com Chico para buscarem conforto e acabarem com seu sofrimento. Ainda mostra como as mulheres fazem qualquer coisa para estar com seu filho, ainda que seja em planos diferentes.
   Chorei muito com essa história, fiquei pensando em muitas coisas que acontecem na minha vida. Pensei nas relações que construímos e de repente, se desfazem; nas pessoas que perdemos; nos amigos que viram irmãos; nas vezes em que nos encontramos entre a vida e a morte e somos livrados. Será que é obra do destino? Será que é resultado de muita fé? Será que é puro acaso? Fica a reflexão...

   Agora, preciso muito ver o filme todo. Quem puder, veja também. É lindo!