Depois do texto da
Luísa Duarte, que fez o maior sucesso, resolvi abrir para outros amigos publicarem também. Afinal, a ideia aqui é a democracia. Pedi ao meu amigo da faculdade, Thiago, para fazer um texto para mim. Ele perguntou o tema e eu disse: QUALQUER UM. Ele ainda me mandou sobre um tema que tem tudo a ver com o blog: samba. Quer virar colunista quinzenal, né?
Então, fica a dica.Quem quiser falar mal da sogra, esculhambar o chefe, xingar o amigo ou reclamar do governo, o espaço está aberto. Só não podem falar mal de mim. rsrsrsrs
Chega de papo furado!
Samba meu
por Thiago Braz
Sou cria do samba
De sangue de bamba
Perfil de bacana
De gente malandra
Meu berço foi o terreiro
Com swing o dia inteiro
Meu brinquedo era o pandeiro
Precioso amuleto!
Introjetado na veia
O batuque, a cadência
Mas jamais a ausência
De uma arte faceira
Sambo sob o raiar do dia
Ou após o cair da noite
Pois o dormir da bateria
Faz do silêncio um açoite
Continuarei a sambar
Impossível parar
E se o corpo arredar
Sambarei mais um pouco pra descansar
Ta no pé, ta na mão
Da boca uma anunciação
A eternidade é uma afirmação
Traduzida no batuque do coração