sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vida de Bonecas

 por Rafaella Brito 

Parece até que você não sabe que cresceu. Fica vivendo essa vida de bonecas. Troca a roupa. Não está bom. Troca o sapato para ver se combina. O sapato não combina com nada. Separa para a próxima doação. Ou vai para o fundo do armário. E lá fica. Para sempre. O cabelo também não está bom. Muito liso. Muitos cachos. Muito frizado. Um batom e sai. Vai jantar fora com seu namorado. Que bom que você tem um. E a vida vai. Os dias passam. A semana acaba. Os meses se tornam anos. Você casa. Tem filhos. Os filhos crescem. Você ganha netos. E você nunca muda. Você continua com a vida de bonecas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Casamento da Barbie?

   Para tuuuudo!Vocês acreditam que a fotógrafa Beatrice de Guigne organizou e fotografou com todos os detalhes o casamento da Barbie e do Ken. Pode isso?
   E eu, boba, fico aqui pensando: Como não tive essa ideia aaaaaantes? Brinquei de Barbie minha infância toda e a minha boneca fazia de tuudo, inclusive, ela tinha vestido de noiva. Por que ela nunca casou? Será que tem a ver com o fato de que naquela época eu não acreditava em casamentos? Talvez, né?
   Agora, voltem a doce infância querida:

 









Soooooo american!








Fonte: Toda de Branco

domingo, 8 de julho de 2012

Coisas de gordinhas

   Algumas semanas atrás, eu minhas amigas do tempo de colégio organizamos um reencontro denominado "Rodízio de Brigadeiro". Pode existir coisa mais de gordinho do que isso? Teve brigadeiro branco, brigadeiro de cereja, brigadeiro de licor, tradicional, palha italiana (fugindo do tema central, mas aprovado por todas) e salgadinho (porque nossa glicose uma hora ia pedir socorro né?).
   Ter estudado do 6º ao 9º ano só com meninas teve lá suas desvantagens, mas, com certeza, uma das muitas vantagens é que podemos falar de qualquer coisa sem ter vergonha. E haaaaaaaja assunto!
   Deixo a foto aí para ficarem com água na boca e servir de inspiração para quando quiserem um tema diferente para uma festinha ou private com os amigos.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sobre como ter 24 anos.

   Os anos se passaram. E eu só percebo que estou ficando velha porque os meus afilhados estão enormes, cheios de vocabulário e de atitudes inusitadas. Eles cresceram.
   Não casei. Não tive filhos. Não fui morar em outro país. Não me formei. Não saí da casa dos meus pais. Não passei em um concurso. Não encontrei um emprego estável. Vivi só para ser feliz. E tenho sido.
   Encontrei um amor para a vida toda. Na minha terra, a vida toda dura até a morte e não até o próximo bonitão que aparecer. E se não tiver a duração do intervalo entre o 0 e o infinito, eu não sei. Não sei mais o que pensar sobre o amor e essas outras coisinhas. Não sei e não sei se quero saber.
   Reconheci coisas que gosto de fazer. E tenho feito. Arte em papel. Enfeitinhos para festas. Ler e escrever em blogs. Dançar e cantar com a música da novela das 21h.
   Saudades eu tenho. Dos meus alunos da rede pública. Do meu padrinho. Do meu primo. Tenho saudades das brincadeiras idiotas que eu e os amigos do prédio inventavam.  Saudades dos amigos do prédio. Saudades da Irmã Josefa e daquele colégio de freira onde estudei praticamente a vida toda. Saudades de quando a minha mãe ainda ficava me esperando acordada.Saudades do mingau da vovó Sueli, que ela nunca fez pra mim, mas eu aproveitava quando ela fazia pro neto legítimo e eu ganhava um prato. E só pra constar: eu nunca fui tratada como neta "bastarda", só o mingau que era prioridade pro Gabriel, o que é justo, já que ele tinha 4 anos e eu 11.
   Vontade de viajar o mundo. De ganhar na Mega. De virar consultora de festa. De aprender a tocar tamborim. De entrar para a bateria do Salgueiro. De desfilar na Sapucaí em 2013. Vontade dá e passa? Não. Não passa. Talvez mude. Vire vontade de voar de asa delta. De correr numa maratona. De virar budista.
   Com o mundo do lado ao contrário, ainda acredito nas pessoas. Naquelas que fazem sem deixar pra depois. Acredito em fé. Mentalize uma coisa. Uma caixa de fósforos, talvez. Tenha fé nela. As coisas vão acontecer.
   São 24 anos. 8766 dias de histórias para contar. Algumas botas de gesso. Um queixo cicatrizado. Roxos que aparecem e somem. Algumas bebedeiras. Muitos amigos. Algumas viagens. Muitas lições. Alguns sonhos e toda fé que 159 centímetros pode suportar. Algumas realizações e todo o amor que houver nessa vida.

domingo, 1 de julho de 2012

Caixa eletrônico. Como usar?

   Olhando essa foto abaixo, me lembrei de uma história que aconteceu com uma amiga. Vamos chamá-la de Cláudia e a amiga da Cláudia, chamaremos de Mariana.

   Cláudia era cliente de banco recente, não entendia muito bem como funcionava as burocracias. Ela e Mariana entram no banco:

Cláudia: Vou tirar um extrato. Posso tirar quantos eu quiser?
Mariana: Sim. Devem cobrar alguns centavinhos.
Cláudia mexendo em sua bolsa, pergunta à Mariana: Onde devo colocar as moedas?


   Não me lembro da história muito bem, mas foi mais ou menos isso. Com a sorte, a Cláudia não colocou suas ricas moedinhas no buraco do envelope, do cartão...Ainda bem que a Mariana estava lá.